E daí que eu tenha dupla personalidade? Pior é não ter personalidade alguma! #bipolareu?
Observar os caminhos que sigo e as minhas variadas e constantes crises interiores me fez enxergar a vida como um lírio, não um lírio qualquer, mas como um lírio da noite. O lírio do submundo, aquele lírio que insiste em florescer em meio ao caos e que, como reza a lenda, te conduz a lugares sinistros e te mostra o caminho das trevas. Aqui serei o lírio, as trevas serão meu interior e meus pensamentos o caminho. Sejam bem vindos!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
domingo, 8 de agosto de 2010
PRECONCEITO EXPLÍCITO!!!
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Tudo o que estamos fazendo aqui, todas as nossas letras são formas de conscientização! São formas de tentar fazer o que vocês (burgueses arrombados) e o estado (falido em todos os sentidos) deveriam estar fazendo. Estamos tirando nossas crianças das ruas, estamos transformando toda uma nação, estamos lutando por melhorias (e não fazemos isso para colocar a cara na televisão e pedir votos depois de todo o DEVER cumprido). Enquanto você perde seu tempo criando comunidades sem vazão nós ganhamos o nosso tempo falando de coisas que realmente interessam aumentando assim o espaço que vocês nos roubaram e que é nosso por direito! Outra coisa, nossos palavreados, nossas gírias, nossas formas de expressão não serão mudadas só porque vocês não estão entendendo ou porque acharam feias, tudo isso faz parte do nosso vírus contra vocês, contra sua impunidade. Tudo isso só faz de nós um movimento uno, somos a reação em cadeia contra toda sua injustiça nutrida há séculos. Somos a verdadeira bomba nuclear! E adivinha... vocês são mesmo o alvo, mas não nos sujaremos com seu sangue. Fazemos e continuaremos fazendo o que vocês não imaginariam que fôssemos capazes de fazer um dia: abrindo os olhos da humanidade e fazendo com que vocês paguem seus erros com suas próprias armas e com as suas próprias mãos porque nunca fizemos questão de sujar as nossas. E até aonde vamos? Até o inferno, se for necessário!
"Chora playboy com o sangue da periferia!!!"
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Chama a polícia... pra polícia!!!
Levando em conta fatos recentemente ocorridos envolvendo o meu meio de convívio e tantos outros meios relatados vez ou sempre pelas telas da T.V., venho parabenizar à alguns, e não raros, policiais militares (lê-se cachorros do governo), em especial os do estado de Goiás, por se mostrarem, de forma assumida, prontamente ineficientes para combate (aliás, combate a quê?).
Se apoiando na imunidade desprecavida que a farda os oferece, abusam de uma autoridade completamente indisciplinada e partem para as ruas com um único intuito de transformar todo e qualquer cidadão comum, suspeito ou não, em vítimas de seus mais monstruosos e inescrupulosos atos (na maioria supérfluos).
Tamanho o despreparo e a certeza da impunidade que, nos dias atuais, estes porcos do sistema não se incomodam em tornarem públicas algumas de suas atrocidades. Praticam a justiça na teoria, a contradizem na prática, como fez um soldadinho de chumbo que ainda teve coragem de colocar a cara na televisão para falar que: “...a polícia do estado de Goiás é diferente!”.
Os tapas na cara entre outras agressões, para mim, demonstraram claramente o quão “diferentes” são dos demais! Especialistas em terrorismo e só o crime que é organizado? Quero dizer aqui que suas famílias e suas tropas dramatizando numa tela de T.V., carregando seus corpos em caixões cobertos com a bandeira do Brasil, depois de terem suas vidas cobradas pela verdadeira justiça social, de forma alguma me comove. Todas as lágrimas derramadas por seus parceiros, suas mulheres, não passam de hipocrisia reformulada, um novo tipo de chantagem emocional para fazer quem os assiste comovidos se esquecerem de tantas covardias e crueldades praticadas por todos vocês, soldados do inferno. Para toda ação uma reação! Só vejo sangue em suas fardas, na maioria das vezes sangue de inocentes. De pai de família, de moleque trabalhador que, confundidos e sem direito do contraditório, sofrem as conseqüências do despreparo, da ignorância, do egoísmo de todos vocês. O barulho da sirene traz consigo o choro da morte, esta sim é a verdadeira marcha fúnebre que embala tantos sonhos chacinados por vocês! O pavor nos olhos do menor carente não deixa sombra de dúvidas: O QUE ERA PARA SER PROTEÇÃO SÓ SERVE PARA ESPALHAR O TERROR! O tempo em que a polícia servia para dar proteção às nossas famílias nunca existiu, sempre foi utopia. A ditadura está aí para não nos deixar mentir. Ditadores desde sempre, demônios fardados que só são protetores dos seus próprios interesses. Agredir inocentes só por que “não foram com a cara” dos mesmos é um ato de extrema covardia.
Não se surpreendam quando a sociedade começar a questionar se vocês estão aqui para praticarem o bem e defender ou se na verdade estão aqui para exercerem a impunidade e a impiedade. A sua ditadura não faz mais efeito aqui! Vocês são os verdadeiros bandidos armados e protegidos por uma farda que, para mim, não diz nada. Digo e repito: o seu sangue não me comove! O choro da sua família não me faz sentir piedade! O seu valor perante a sociedade não se equipara ao de qualquer um animal irracional! Vocês são baixos, agridem por covardia, matam por despreparo ou por simples prazer e, quando aparece alguém para cobrar o que toda uma sociedade deseja mas não tem coragem, vocês se fazem de vítimas e se esquecem das atrocidades cometidas por vocês mesmos num passado não tão distante. Não passam de seres desnecessários condecorados por chacinas. A sociedade só terá paz quando o sangue que suja a farda não for mais de inocentes e sim dos que a trajam de forma tão irracional e inconseqüente. Cobras rastejantes manipulados e movidos pelo dinheiro, marionetes do poder. Verdadeiros coadjuvantes da miséria social, vocês são animais imprudentes semeadores da discórdia que da sociedade só merecem o desprezo!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Holocausto Urbano
Anos após uma das piores tragédias do mundo ter “chegado ao fim”, continuamos a conviver e aceitar que a divisão de culturas por grupos racistas atormentem e impeçam o desenvolvimento do que realmente poderíamos chamar de convívio social. Estamos vivenciando, nos dias atuais, a forma mais grotesca e descarada de um sistema rude que difunde nos meios intelectuais um verdadeiro apartheid racional e cultural, agindo como tapa olhos numa sociedade que infelizmente está acostumada a engolir todo e qualquer tipo de informação proliferada pelos meios de comunicação, que utilizam seu poder de divulgação para manipular e atrofiar as cabecinhas ingênuas fazendo-as acreditar em todos os seus sensacionalismos baratos. Vivemos no meio de um holocausto urbano e, até agora, só quem sofre as conseqüências dessa guerra mascarada é o cidadão comum que só tem parte nesta história quando se trata das tragédias involuntárias sofridas por seus descendentes e por ele próprio. Tudo isso em nome de quê? Tantos fatos maquiados, tantas políticas inválidas, tantos atos maquiavélicos, tantas mortes ainda em prol de uma tal religião da qual só os integrantes principais podem regozijar no final. Uma verdadeira guerra em nome do Pai Poder, da Mãe Ganância e de um Espírito de Porco! Fácil é perceber que existe uma tragédia em constante evolução, fácil é ver o povo (que não pertence ao famoso topo) levar a culpa por tudo isso, mas quase ninguém é capaz de enxergar e condenar os verdadeiros culpados, pois, ajudados pela manipulação da mídia, que consegue maquiar a verdade e sabotar a capacidade de raciocínio e questionamento de tantas pessoas, acabam se transformando de verdadeiros lobos para adoráveis cordeirinhos saltitantes de seus mundinhos encantados. Vestidos nos seus ternos e acobertados por gestos simplórios e aparentemente agraciáveis, continuam assassinando milhões usando apenas o poder de uma caneta. Devemos, enfim, nos perguntar: Para onde estamos desviando nossos esforços (nós que representamos uma cultura anti-sistema) quando deveríamos estar, certos do poder de difusão e divulgação que temos, alertando todo o povo contra estes atos sanguinários e impetuosos destes verdadeiros bandidos imprudentes e imorais? Onde estamos depositando todas as nossas forças se ainda não estamos conseguindo chegar a um sentido único que deveria ser o de acabar com todos estes movimentos partidários e empresariais que só servem para assolar e calar tantas vozes desesperadas, tantos gritos sofridos? Que este seja sempre o nosso objetivo: cortar as raízes de toda essa legião de usurpadores, trazendo assim um novo alvorecer para estes povos acuados e oprimidos por todo este sistema ultrapassado. Um basta ao holocausto urbano!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Um pouco do que vi...

Vi que quem morre pede pra viver, quem vive pede pra morrer
Vi que alguns que vivem mereciam ter morrido e quem morreu merecia ter vivido
Vi que perguntas nem sempre tem respostas, e que verdades nem sempre são absolutas
Vi o céu sem estrelas, nuvens chorando ácido
Vi a criança sem esperança, a tal da maldita matança
Vi felicidade atrás do choro, e alegria escondendo o pranto
Vi que diamantes não são eternos, que beijos nem sempre são singelos
Vi anjos com asas quebradas, inocentes empunhando armas
Vi a morte de perto, desafeto com peito aberto
Vi que pra ter pesadelos nem sempre precisamos estar dormindo
Vi que as flores que envolvem nossos corpos talvez sejam o caminho do paraíso
Vi irmãos chorando sangue, vi a fome matando
Vi pessoas se vendendo, crianças desaparecendo
Vi religiões sendo criadas, pessoas sendo idolatradas
Vi caixão sendo lacrado, ladrão sendo derrubado
Vi a fraqueza, a destreza, a tristeza, a certeza
Também vi união, estabilidade, vi felicidade
Vi a paz não durar mais que alguns segundos
Vi alegria na simplicidade, vi a confiança, o amor, a esperança
Vi a vela que vela e a vela que reza
Vi a destruição, presenciei a regeneração
Vi a juventude perdida, implorando solução
Vi a loucura, a insanidade, a ternura da amizade
Vi que sobreviver a um desastre é sofrer a vida inteira
Vi que viver no limite é aprender a ser mais forte
Vi que o medo já habitou no coração de cada um de nós pelo menos uma vez em nossas vidas
Vi que as chances de dar certo ou errado depende somente de como encaramos a situação
Vi que chegar ao ápice das conquistas pode significar chegar ao cume da loucura
Vi que quem tem tudo não dá valor e quem conquista talvez nunca vá aprender a valorizar
Enfim, aprendi que o par perfeito é “o céu e o inferno”, “o bem e o mal”, “o natural e o artificial”, “o ódio e o amor”. Entendo que talvez uma verdade contada na hora errada possa provocar uma guerra sem fim, e uma mentira dita na hora certa possa evitar tanto sofrimento.
Vi isso tudo, e isso não é tudo que vi... sei que poderei ver mais se simplesmente observar... e vi mais do que consegui escrever neste pequeno espaço, e verei muito mais do que consegui ver nesse espaço de tempo. Mas a vida segue....
segunda-feira, 5 de julho de 2010
O que é moral afinal???

A moralidade exige um esforço tão grande dos homens que é quase impossível encontrar tal característica na sua forma mais idônea em qualquer ser provido de racionalidade. Isto porque para praticar a moralidade os homens devem deixar de lado muitas experiências, suas vontades, seus desejos, sua capacidade de viver intensamente tudo o que o mundo lhes oferece. Ora, se estamos no mundo para viver porque então desperdiçarmos a vida nos privando de tudo o que pode nos fazer sentir bem e realizados? Sendo assim, não seria a moral um pecado ao invés de uma virtude?
Já dizia Sade: “A moral é a virtude dos fracos!”
Seguindo esta linha de pensamento, creio eu que os “bons costumes” foram criados por pessoas que nunca tiveram a coragem de experimentar e praticar os outros costumes que ainda nem foram definidos como totalmente bons ou totalmente ruins.
Vive-se bem quando vive-se intensamente. Crê mais quem nunca desacredita. Realiza quem sonha alto. Luta mais quem nunca desistiu.
A sociedade não usa da democracia quando questiona nossos atos, então que não usemos da democracia quando se tratar de nosso próprio corpo, de nossa própria vida e de nossas próprias escolhas. O poder uno sobre a sua vida só a ti pertence. Não deixe que uma sociedade baseada em hipocrisias transforme sua vida num inferno emocional. Carnificinas, corrupções, escândalos envolvendo as maiores autoridades de todos os tipos de seitas, religiões, seguimentos, partidos que ainda se acham no direito de dizer o que é ser moral?!?! Injete para fora de sua personalidade toda e qualquer anestesia de recalque, de pudor, de prisão. A doença não está em você, a doença está impregnada na sociedade, então que ela tome seus próprios remédios controlados até aprender a conviver com as diferenças. Aceite-se, defenda-se e nunca deixe de seguir o seu caminho, seja ele qual for!
domingo, 27 de junho de 2010
Utopia da Onipotência!
Traduções equivocadas. Sacrifícios humanos em prol da religião. Grande utopia! A mão que traduz também está matando. Acordem ou ignorem. Querendo ou não eles sempre estarão lá, com toda a sua onipotência, o topo da pirâmide sobrecarregando as mentes ignorantes, desafiando o povo, dizendo a todo momento: "Aceitem-nos ou sofram as conseqüências!"; lembrando-se, contudo, de que toda pirâmide é formada e estruturada por uma base e que, sem essa base não mais existirá o topo. Temendo isso, continuam com este ciclo de teorias desgastadas que só servem para mascarar uma realidade massacrante. Uma verdadeira carnificina em nome da ambição e do poder de uma minoria!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Herança...

Oi sinhô Sao Bento
Nhem Nhem Nhem
Eh menino chorou
Nhem Nhem Nhem
Eh menino chorou
Nhem Nhem Nhem
Porque năo mamou
Nhem Nhem Nhem
Sua măe tá na feira
Nhem Nhem Nhem
Ela ainda, năo voltou
Nhem Nhem Nhem
Cala a boca' menino
Nhem Nhem Nhem
Eh menino danado
Nhem Nhem Nhem
Eh menino malvado
Nhem Nhem Nhem
Ô chora menino
Nhem Nhem Nhem
É menino chorao
Nhem Nhem Nhem
É menino danado
Nhem Nhem Nhem
É porque está chorando
Nhem Nhem Nhem
E o leite acabou
Nhem Nhem Nhem
O menino chorou
Nhem Nhem Nhem
Chorou que mama
Nhem Nhem Nhem
terça-feira, 8 de junho de 2010
E eu não me escondo...

Vejo sangue, muito sangue
Ouço sirenes, entro em transe
Nas paredes, em todo canto
Veja rubro, eu não me espanto
Quando eu chamo você me segue
Não percebe? É o que acontece!
Meu vulto, minha imagem no seu coração
Um estaca cravada pelas minhas mãos
O futuro, o presente, um passado em vão
Meu pulso ainda pulso dentro do caixão
E eu não me escondo!
Sim, não me espanto!
Ouça os gritos, que ironia
Nos meus ouvidos a sinfonia
Vejo as lágrimas a cor da dor
Cheiro de medo, exala horror
Quero luzes apagadas para quando eu chegar
Da janela do seu quarto peço para entrar
Não se assuste se um dia me vir encarnar
Se nossos corpos ocuparem o mesmo lugar
Meu jeito faceiro só para te mostrar que sou
Seu abandono! Seu desengano!
Como uma falha de todo o plano
E eu não me escondo!
Sim, não te espanto!
Ouça os risos, alguém por perto
Dormimos sempre de olhos abertos
Ouça os passos, estão entrando
Sinta a presença, te observando
Você não percebe, não pode ver
O que eles querem de você?
Uma batalha travada entre o bem e o mal
Uma unica corôa, um único pedestal
Escolha um dos lados e trave o punhal
Transforme em virtude este ato banal
Depois me chame!
Meu doce infame!
Sempre me chame!
terça-feira, 1 de junho de 2010
De volta ao lar

Aurora se mexe de um lado pro outro na cama e por fim abre os olhos. Ainda é madrugada, os ponteiros do relógio marcam três horas em ponto. Ela fecha os olhos novamente e tenta segurar a pressão que insistia em alertá-la a todo o momento. É, seria inevitável, teria que ir ao banheiro mesmo que o sono pedisse o contrário.
Finalmente Aurora se levanta e segue em direção ao banheiro. Todas as luzes estão apagadas e Aurora acaba tropeçando em algo antes de alcançar a porta do banheiro e tentar acender a luz. Quando ela consegue acender a luz rapidamente se vira e tenta ver no que ela havia tropeçado. Não havia nada no chão a não ser os sapatos de seu marido Hef, que ficavam ao lado da cama onde ele estava dormindo. Ela não deu muita atenção à isso – devo estar dormindo – pensou ela, achando graça da situação.
Aurora se olhou no espelho por alguns segundos, mexendo aqui e ali, reclamando de algumas rugas que ela cismava em dizer que tinha mesmo com todos dizendo que não havia nada de errado com sua aparência. Sentou-se no vaso e ficou ali quase dormindo. Seus olhos pesavam mais que tudo. Parecia estar sonhando ainda. Acabou cochilando sentada, mas foi acordada por duas batidas no basculante do banheiro. Ela fixou os olhos naquela janela esperando por alguns segundos para que o marido aparecesse debochando do susto que ela havia levado, mas ele não aparecia nunca. Ela então cansou de esperar e se levantou para sair do banheiro. Levou um enorme susto quando olhou para a cama e viu que seu marido permanecia ali, do mesmo jeito que estava, ele não havia se movido um centímetro sequer. Então ela decide ir ver se alguém estava por perto. Aquela área era muito calma, se houvesse alguém do lado de fora certamente não seria um bandido ou coisa parecida. Pode ter sido um vizinho ou algum amigo. Então ela sai pra verificar.
Aurora abre a porta da varanda e percebe que a rede está balançando. Um pequeno ruído faz com que ela se vire rapidamente para a direção da janela, era como se alguém do lado de dentro da casa a tivesse aberto. Mas como? Pensava Aurora. Seu marido está no quarto que fica do lado oposto daquela janela que dava pro quarto de hóspedes e, não tinham hóspede algum naquela noite. Será que o marido acordou? Mas que diabos ele estaria fazendo ali no quarto de hóspedes? Era o local mais inabitado da casa. Há tempos não recebiam visitas que pernoitassem, isso desde que eles perderam sua filhinha de 7 anos num acidente de trânsito quando voltavam da casa dos avós da menina. Mas o que estaria acontecendo naquela noite? Será que ela ainda estava no sonho? Tudo estava parecendo tão surreal.
Aurora se vira novamente para a rede, que havia parado de balançar. Outro barulho, agora dentro da casa. Aurora se vira e fica atônita com o que vê.
- Devo estar sonhando. Como pode? E... – antes que pudesse terminar a frase Aurora cai desacordada no chão.
Muito tempo depois Aurora acorda dentro de um caixote que mais parecia com um caixão. Ela se debate, parece faltar o ar. Está presa e não sabe se está enterrada também. Àquilo a fazia ficar mais apavorada ainda. Percebeu no canto superior do caixão um cano de onde podia ver o dia claro lá fora. Um misto de desespero e alívio tomaram conta do coração de Aurora. Pela distância que o cano aparentava ter ela podia ter a certeza de que estava enterrada, mas pela largura do cano seria fácil alguém escutá-la se passassem ali por perto. Então ela colou o ouvido no cano, se mexendo o máximo que conseguia, para tentar escutar o que se passava do outro lado do caixão. Nenhum barulho, nem de animais, nada. Ela teria que esperar e tentar controlar a respiração para que o pouco ar que tinha não fosse embora de uma só vez. De vez em quando se sufocava e colocava logo o nariz na ponta do cano para tentar sugar o ar que estava lá fora.
De repente Aurora escutou coisas se arrastando lá em cima. Buscou o buraco do cano e fixou seus olhos naquela parte tentando descobrir o que se mexia lá em cima. Escutou barulho de martelo e, quando menos esperava, viu uma mão descendo fechada pelo cano. Ficou assustada e começou a gritar.
- Socorro!!! Alguém está aí!?!? Por favor, me ajude!!!
E não obteve nenhuma resposta do outro lado. A mão que apareceu soltou alguns insetos em cima de Aurora que começou a gritar mais alto.
- Quem você é? O que é você? De onde saiu? O que tem contra mim? Porque está fazendo isso comigo?
A única coisa que Aurora ouviu foi uns risos que lembravam muito bem o sorriso de uma pessoa muito querida por ela.
- Ai, meu Deus! O que está acontecendo?!?!?! Minha filha não está mais entre nós!!! Pare de me torturar!!!
Desde que perderam a filha, os Spencers não eram os mesmos. Faziam de tudo para conseguir mais um momento com a filha. Buscavam em religiões; seitas; “magias”; ou qualquer outro grupo espiritual que prometessem trazer sua filha de volta, nem que por alguns instantes. Porém, com a busca incessante de respostas e algo mais, eles se afastavam do que poderia ser real e acabavam sendo vítimas de “falsos videntes/paranormais”. Ou pelo menos era o que muitos amigos acreditavam. Chegavam até a sugerir que eles fossem procurar ajuda psicológica, pois pessoas que acham que a filha poderia um dia voltar dos mortos com certeza não poderiam ser considerados normais.
O calor parecia derreter o corpo de Aurora. Suas forças já haviam se esgotado e, o que antes era a voz dela saindo agora mais pareciam sussurros e gemidos no meio do nada. Ela ainda insistiu por mais alguns instantes, mas sabia que era em vão. Parou e a partir daquele momento passou a captar cada movimento que vinha de fora por meio do cano. A presença dos insetos dentro do caixão passaram a incomodar devido aos ruídos que estes sonorizavam e que acabavam atrapalhando a observação de Aurora com o que vinha do exterior do caixão. Ela colocou o olho na boca do cano, para ver se conseguia observar alguma coisa. Ficou naquela posição por um bom tempo até que foi surpreendida com outro olho fitando em sua direção. Aurora sentiu o corpo inteiro estremecer junto com uma sensação esquisita e um frio imenso que percorria sua espinha dorsal. Aquele olhar um dia foi doce e ali, naquele momento, parecia o olhar mais frio do mundo, completamente isento de qualquer sentimento. As pálpebras estavam escuras e em algumas partes do olho podiam se observar costuras que já estavam secas, porém sem cicatrizes. Era uma visão aterrorizante que se misturava com a sensação de impotência por parte de Aurora que de certa forma já estava prevendo o que aconteceria.
Enquanto isso, na casa dos Spencers, John se levantava. Achou estranho a ausência da mulher, pois ela sempre acordava mais tarde que ele. Bom, pensou que talvez ela tenha levantado com alguma disposição (o que era muito improvável, pois depois da grande perda da vida deles nada mais trazia alegria nem incentivo para viverem bem); talvez ela tivesse saído para dar uma volta pelo bosque. Ele achou que não deveria se preocupar e que logo ela voltaria porém, com as horas se passando John foi começando a se preocupar de verdade. O dia já estava indo embora, o sol se pondo. John então se equipou com uma lanterna e uma espingarda antiga - que guardava como lembrança da sua época de caçador. Pegou seu casaco e saiu em busca de sua esposa. Andou por várias horas, fuçou cada cantinho daquela cidade, mas voltou para casa sem nenhuma notícia da esposa. Não conseguiu dormir naquela noite. Estava realmente preocupado com o que pudesse ter acontecido à sua esposa. Estava desconsolado, não acreditava que depois de perder a filha pudesse ter perdido também a esposa.
John acorda com um barulho depois de um pequeno cochilo. Olha à sua volta e não vê ninguém. Percebe um vulto vindo da varanda.
- Aurora, é você meu amor? - Outro vulto, dessa vez mais perto dele – Não estou pra brincadeira amor, te procurei o dia todo!
Quando se levantou para olhar se era a esposa John escuta um barulho vindo do quarto de hóspedes. Rapidamente se levanta e vai naquela direção. Quanto mais se aproxima, mais escuta os ruídos que vinham do quarto. John abre a porta lentamente e olha perplexo para o que vê na sua frente. Clarinha estava sentada no pé da cama, com aquela bonequinha que a mãe havia dado de presente para ela no seu 3º aniversário. Clarinha olha na direção de John.
- Papai, a mamãe ta te esperando. Vem brincar com a gente!?!
- Não! – gritou ele. Não poderia ser a Clarinha doce e meiga, não poderia ser a filhinha deles. Aquela voz não era a dela. Era um pesadelo! Era a única explicação. Porém John não teve tempo de pensar, aquele vulto veio em sua direção e de repente ele não viu mais nada.
Algum tempo depois a notícia estava estampada em todos os jornais da cidade. Era o comentário de cada pedacinho da pequena “Vila Velha”. E no jornal de maior circulação a frase estampada era:
“PAIS SEGUIDORES DE SEITA SATÂNICA DESENTERRAM A FILHA E DEPOIS SE MATAM”
E no texto dizia:
“Os três foram encontrados esta manhã pela vizinha que desconfiou da ausência do casal Spencer na reunião de moradores da pequena “Vila Velha”. De acordo com Siara Parker, o casal e a filha – que teria sido desenterrada pelos próprios pais – estavam na sala de estar deitados no tapete, como sempre estavam quando passavam uma tarde em família. O mais estranho é que o casal parece ter se mutilado com marcas que correspondem exatamente às marcas que ficaram em sua filha quando a mesma sofreu um acidente de trânsito por culpa de uma discussão que os pais estavam tendo dentro do carro da família e que, teria sido o motivo do acidente segundo apontaram as investigações.
Os corpos serão enterrados nesta tarde e a casa será colocada à venda junto com os pertences da família. Temos ainda a informação de que a avó da menina teve que ser levada às pressas ao pronto socorro devido à uma taquicardia que sofreu depois de, segundo ela, ter tido contato com a neta algumas horas antes do incidente. Segundo informações ela será internada para que passe por um tratamento psicológico até conseguir lidar com estes acontecimentos.”
domingo, 30 de maio de 2010
Olhar Novo, Mundo Velho
Como lançar um olhar novo sobre um mundo velho que permanece caótico?
Não espere que Deus resolva, não espere que o diabo te vingue! Enquanto você fica parado o mundo avança, rotulado, sem esperança, nas mãos da ignorância. Depois culpam a natureza por ser covarde. Mas se ela vem é para corrigir. E se você, que tem forças para parar a mão humana não o faz, de que força sobrenatural quer tirar energia para tentar parar a mão da natureza?
Deus e o Diabo não interferem no mundo se não forem procurados pelos homens a fazerem isto. Já a natureza, bem, a natureza tem suas leis. A natureza ajuda a reger o mundo e, quando ela chega a interferir, interfere de forma impetuosa. Aí sim só poderemos observar e esperar que alguma ordem reine novamente!


sexta-feira, 28 de maio de 2010
Illuminati

Os mistérios de Caim

Ao tentar fazer uma análise do que seria o perdão no sentido bíblico, encontrei um imenso buraco, e ampliaram-se ainda mais minhas dúvidas do que seria, pois se Deus, mesmo após dizer que devemos perdoar não só sete vezes, mas até setenta vezes sete nossos irmãos, então porque Ele diz em outra passagem que quem matasse Caim sobre ele cairia sete vezes a vingança? Seria uma contradição de Deus ou uma má interpretação do homem?
Eis o texto:
Então disse Caim ao Senhor: “É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada. Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar, me matará?
O Senhor , porém, disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que o não ferisse qualquer que o achasse.
(Gênesis 4:13-15)
Teria ele amaldiçoado qualquer um que viesse a tocar em Caim assim como baniu Caim por matar seu próprio irmão? isto não poderia ser considerado uma “vingança” contra quem ousasse ir contra suas regras? Quem ama se vinga ou guarda rancor? Creio que não.
Eis o texto contraditório:
Então Pedro, aproximando-se Dele, disse: “Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?”
Jesus lhe disse: “Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete. Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com seus servos; E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; E não tendo com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a divida se lhe pagasse. Então aquele servo, prostando-se, o reverenciava, dizendo: “Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o dizendo: “Paga-me o que me deves”. Então o seu companheiro, prostando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: “Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei”. Ele porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe:” Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?”. E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoares, cada um a seu irmão, as suas ofensas.
(Mateus 18: 21-35)
Ora, se Deus enviou Jesus à terra com os mesmos ensinamentos, porque ele estaria se contradizendo? Então, Caim não foi digno de perdão nem uma vez e, quem o matasse não seria digno do perdão nem sete vezes. Se deveríamos ser na terra o que o criador é no céu, como poderíamos perdoar setenta vezes sete, se houve tempo em que ele não perdoou vez alguma quando baniu Caim e o condenou à terra de Node? Um Deus de amor não faria isso. Então seria essa mais uma das péssimas interpretações bíblicas?
Outra visão
Segundo algumas outras interpretações, Caim teria habitado a terra de Node por muito tempo, onde ali “conheceu” (leia-se: coabitou) sua esposa que o teria ensinado o caminho das peripécias mundanas. Nota-se também que, na terra de Node, era até então inabitada, sendo considerada por muitos a terra das trevas ao Norte do Éden. Sendo assim, qual outra forma teria Caim encontrado uma esposa se não fosse a levando para aquele lugar? Sabendo que na terra só havia um casal, Adão e Eva, e que Caim era descendente dos dois, e que também todos os outros que ali habitavam eram filhos de Adão e Eva, sendo assim, Caim teria levado uma de suas irmãs? Estaria Deus promovendo o que hoje chamaríamos de incesto? E se Deus condenou Caim as trevas, sendo este considerado o primeiro vampiro a habitar o mundo, porque ele deixaria que Caim perpetuasse a sua espécie? Fato é que filhos nasceram dessa união fraternal e deram origem a novas terras e a novos discípulos de Caim. Como veremos no trecho bíblico a seguir:
Assim diz a bíblia:
E saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra de Node, do lado oriental do Éden. E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu, e deu à luz a Enoque; e ele edificou uma cidade, e chamou o nome da cidade conforme o nome de seu filho Enoque; E a Enoque nasceu Irade, e Irade gerou a Meujael, e Meujael gerou a Metusael, e Metusael gerou Lameque.
E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá. E Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e têm gado. E o nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão. E Zilá também deu à luz a Tubalcaim, mestre de toda a obra de cobre e ferro; e a irmã de Tubalcaim foi Noema.
E disse Lameque a suas mulheres Ada e Zilá: “Ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai as minhas palavras; porque eu matei um homem por me ferir, e um jovem por me pisar. Porque sete vezes Caim será castigado; mas Lameque setenta vezes sete.”
(Gênesis 4: 16-24)
Segundo as profecias, Lameque, que era cego, sempre era guiado por seu filho mais novo durante a caça. Num desses dias de caça, o filho mais novo de Lameque avistou um ser que em tudo parecia um humano, porém, o que lhe contrastava eram dois chifres que carregava na testa. Ao comentar com o pai que o animal em quem ele havia atirado a flecha, mais se parecia com um homem do que com um animal, Lameque logo soube que havia matado seu ancestral, Caim, fazendo cumprir assim o castigo que Deus havia lançado sobre ele. Lameque, num ato de desespero, acabou matando também o filho mais novo. Quando suas esposas descobriram da maldição que acompanharia as gerações de Caim quiserem se afastar de Lameque, ao que ele argumentou:
- Ora, se sobre Caim, que cometeu um assassinato premeditado, pesou-lhe a pena de ser punido na sétima geração, eu, que cometi um assassinato sem intenção alguma poderei esperar a sentença setenta e sete gerações depois.
Depois, Lameque foi pedir o julgamento de Adão, que foi a favor de Lameque.
Seria essa mais uma prova de que Deus nos permite sempre o livre arbítrio e que, talvez seguir-lo não nos levaria para tão longe do que seria o Éden na interpretação de alguns e para tão perto do que seriam as trevas na vaga opinião de outros? Qual seria o verdadeiro significado de trevas? Mais uma vez Deus teria permitido que entre os seres caminhassem espécies como as gerações de Caim, condenando à própria terra aos pecados destes discípulos? O fato é que, se Caim foi o primeiro vampiro a habitar a terra, hoje ele não vive mais, e ele nem sempre foi uma criatura perversa. E suas gerações também não são eternas como se acredita, mas seriam elas a vingança de Deus contra os pecados dos homens?
quinta-feira, 27 de maio de 2010
A arte da carnificação (série TABU)

Tanto como forma de expressão cultural quanto religiosa, as tatuagens ainda são consideradas por muitos um ato de selvageria contra o próprio corpo, fazendo com que alguns cheguem até a discriminar as pessoas que carregam esta arte milenar na pele. O que as pessoas não entendem é que este é um costume que vem acompanhando a sociedade desde os séculos passados. Segundo alguns estudos, os homens das cavernas já usavam esta técnica como forma de marcar os momentos da vida de cada indivíduo. Para eles, a tatuagem representava mais que um simples símbolo no corpo. Essa técnica era ligada à coragem, à união do mundo real com o mundo sobrenatural, o registro de fatos ocorridos na vida de cada um, enfim, todos os desenhos marcados no corpo tinham um significado para a pessoa que o possuía.
Que é preciso coragem para se fazer uma tatuagem, ninguém duvida. O fato que alguns desconhecem é que encontramos parte desta coragem quando realmente acreditamos que este símbolo que iremos anexar ao nosso corpo representa algo supremamente significante para nós e para nossas vidas. Por isso não devemos fazer coisas fúteis ou que desejaremos apagar mais tarde, pois apesar de hoje já se existir uma forma de apagar alguns tipos de tatuagens, sempre restará alguma marca que nos lembrará que ela existiu.
Uma das técnicas mais condenáveis pelos cirurgiões por se tratar de uma ferida exposta, que pode acarretar em uma *necrose, é a arte da *carnificação. Nesta, as tatuagens são feitas retirando partes da pele, deixando algumas partes do corpo em carne viva para que se torne mais tarde uma cicatriz que formará todo o desenho. Absurdo? Pode ser, mas cada um sabe de seus limites. E que o resultado final fica lindo, ah, se fica! Observem as fotos>>>



Segundo termos médicos:
*Carnificação: alteração patológica dos tecidos que adquirem aspecto e consistência de carne.
*Necrose: é a manifestação final de uma célula que sofreu lesões irreversíveis. Segundo Guidugli-Neto (1997), o conceito de morte somática envolve a “parada definitiva das funções orgânicas e dos processos reversíveis do metabolismo.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Vampirismo de sangue (o tabu)

Rotulados pela mídia, os vampiros de sangue se tornaram seres lendários e renegados pela sociedade. O vampirismo de sangue acaba se tornando um tabu pelo fato de estar, na maioria dos casos, erroneamente relacionado a sacrifícios humanos involuntários na busca insaciável destes seres enigmáticos por sangue. O que acontece nos dias atuais é a extrema necessidade que alguns seres têm de retomar sua energia e vitalidade através do sangue humano, que pode ser conseguido muitas vezes de forma voluntária, por meio de doações. Nem sempre é um desejo real, muitas vezes as pessoas criam um fetiche em torno de tudo o que esteja envolvido a estes atos lendários fazendo com que as mesmas saiam em busca de sangue humano só para satisfazer uma curiosidade incontida. No desejo real, o ser só consegue satisfazer seu eu interior, repor suas energias e conseguir os proventos necessários à sua sobrevivência saciando o seu desejo espontâneo por sangue humano. Cabe lembrar que o vampirismo de sangue não é muito incentivado pelos verdadeiros perpetuadores, de forma a tentar desmistificar a existência destes seres, os mesmos acabam se utilizando do vampirismo astral para conseguir as energias necessárias a sua sobrevivência.
As faces do vampirismo real/astral

Pouco se fala sobre o real vampirismo e o que tal espiritualidade pode trazer de proveitosa. Nem todos podem ter o autocontrole sobre tudo o que aprende com o passar dos ensinamentos, então nem tudo deve ser ensinado. Sugar a energia de um ser humano nada mais é do que se aproveitar de toda a jovialidade que este ser possa ter, tanto por meio de tarefas físicas quanto por meio do contato visual ou do contato físico. Alguns seguidores acreditam que essa energia possa ser absorvida enquanto trocamos conhecimentos ou encaramos as pessoas de forma sinuosa fazendo com que ela se esforce ao máximo para corresponder ao que seja aquele olhar lançado, assim sua energia automaticamente se transfere para nossos corpos nos deixando mais fortes e vitais enquanto esta se torna enfraquecida e indisposta. Segundo Karl Max esta suposta troca de energia já existia e se perpetuara nos campos de exploração da mão de obra humana, ou seja, no seu próprio trabalho pode acontecer isso por obra involuntária do outro ser, é o que defende certo autor quando cita as próprias palavras de Karl em sua obra:
“O capital é trabalho morto que, como um vampiro, vive somente de sugar o trabalho vivo e quanto mais vive mais trabalho suga (...) o prolongamento do dia de trabalho além dos limites do dia natural, pela noite, serve apenas como paliativo. Mas sacia a sede do vampiro por trabalho vivo (...) o contrato pelo qual o trabalhador vendeu ao capitalismo sua força de trabalho prova preto no branco, por assim dizer, de que dispôs livremente de si mesmo. Concluído o negócio, descobre-se que ele não era um “agente livre”, que o momento no qual vendeu sua força de trabalho foi o momento no qual foi forçado a vendê-la que de fato o vampiro não largará à presa “enquanto houver um músculo, um nervo, uma gota de sangue a ser explorada” (citação de um texto de 1845 de Friedrich Engels)”
Isso nos leva a compreender o vampirismo real como uma forma de se aproveitar da força e da vitalidade do outro nos poupando de tal trabalho ou maiores preocupações. Isto fará com que envelheçamos mais tarde do que estas pobres vítimas. Isso também acontece no vampirismo astral, no qual sugamos toda a energia astral (obviamente) de uma pessoa apenas com um toque ou com um olhar penetrante e indecifrável aos olhos da mesma. Esta pessoa dificilmente saberá que está sendo vítima de um vampiro astral, pois o máximo que poderá acontecer com ela é uma falta de força de vontade e uma tristeza repentina. Os efeitos acometidos a uma “vítima” de um vampiro astral talvez só possa ser sentido pela mesma ao longo dos dias procedentes, nos quais a pessoa poderá sofrer de algo parecido com uma depressão imensurável podendo levá-la a um suicídio ou a uma crise existencial irreversível.
O Obscuro Vampirismo

Primeiro vamos ao significado contido nos dicionários:
s. m.
1. Crença nos vampiros.
2. Estragos dos vampiros.
3. Fig. Avidez daqueles que se enriquecem com os bens de outrem.
Agora: Ponto de vista, o meu!
Considerado por muitos um mito, o vampirismo vem sofrendo distorções ao longo de todos estes tempos. O que deveria ser encarado como uma forma de espiritualidade e filosofia de vida acaba, por intermédio da mídia e de seus ludibriados seguidores, se tornando um conceito lendário vasto de efeitos especiais e dramatizações sensacionalistas que, por muitas vezes, acabam servindo de tormenta para seus verdadeiros perpetuadores.
É comum que se busque conhecimentos acerca deste assunto buscando em livros, sites e se inspirando em filmes, porém, na maioria das vezes estes conhecimentos, sendo mais uma das obras humanas, estarão manipulados a fim de apresentar uma verdade que satisfaça a busca humana pelo desconhecido bizarro. E como diria Marquês de Sade:
“Nunca devemos admitir como causa daquilo que desconhecemos algo que conhecemos menos ainda!”
A meu ver, tudo o que provêm do homem é usado por ele em benefício próprio, sempre! Portanto, tudo o que buscamos conhecer melhor devemos buscar primeiro conhecer dentro de nós mesmos. Desvendar nossos próprios mistérios, nossas próprias visões, nossas próprias percepções do que seja em contradição com o que o mundo diz ser. Só conheceremos a verdade quando pararmos de buscá-la em meio a toda essa vã filosofia mundana, de leis e regras ditadas pelo próprio ser humano. Quando deixarmos de procurar algo que as mentes humanas imaginam desafiando a lógica e a razão, aí sim veremos que tudo estava à nossa frente o tempo todo e que, se deixamos de enxergar foi pelo fato de estarmos esperando por algo que nunca existirá. Assim caminha o verdadeiro vampirismo e as pessoas que o segue, longe da mistificação e dos efeitos visuais que toda a mídia promove.
Sendo assim, podemos perceber que as coisas nem sempre são o que parecem ser e que, nem tudo que dizem ser é o que é. Devemos sempre estar atentos, aguçar nossos sentidos se quisermos descobrir o que se passa além da verdade humana.
Não estamos aqui para sermos aceitos pela sociedade. Não estamos aqui para seguir tendências. Não temos culpa da falha que é a humanidade e não temos obrigação nenhuma de perpetuá-la. Sim, pode ser um fato obscuro! E é assim considerado até hoje por força maior de uma Santa Inquisição de homens sombras, ou por conveniência ou por comodidade dos que querem que assim seja.
Poucos verão a verdade, menor ainda será o número dos que a aceitarão. Talvez por isso não seja ela totalmente revelada. Obscura por natureza, se um dia vier à tona poderá perder o significado de subcultura e o controle estará desfeito para sempre. Se o bem e o mal existem e dividem espaço até hoje, então talvez seja a hora de percebermos que o submundo foi feito para ser submundo, simplesmente, em tudo o que se diz respeito. Isto é fato, e fatos não se mudam.


