She's lost control

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Noite Suja...




Não me poupe dos teus pecados

Que eu não te poupo dos meus desvios

Porque foi assim que fizemos nossos caminhos

Que, de tão tortos, se cruzaram destemidos.

E foi assim também, minha Estrela tão perdida

Que eu, Anjo Caído que sou, te fiz minha guia

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Um pouco do que vi...


Vi que quem morre pede pra viver, quem vive pede pra morrer

Vi que alguns que vivem mereciam ter morrido e quem morreu merecia ter vivido

Vi que perguntas nem sempre tem respostas, e que verdades nem sempre são absolutas

Vi o céu sem estrelas, nuvens chorando ácido

Vi a criança sem esperança, a tal da maldita matança

Vi felicidade atrás do choro, e alegria escondendo o pranto

Vi que diamantes não são eternos, que beijos nem sempre são singelos

Vi anjos com asas quebradas, inocentes empunhando armas

Vi a morte de perto, desafeto com peito aberto

Vi que pra ter pesadelos nem sempre precisamos estar dormindo

Vi que as flores que envolvem nossos corpos talvez sejam o caminho do paraíso

Vi irmãos chorando sangue, vi a fome matando

Vi pessoas se vendendo, crianças desaparecendo

Vi religiões sendo criadas, pessoas sendo idolatradas

Vi caixão sendo lacrado, ladrão sendo derrubado

Vi a fraqueza, a destreza, a tristeza, a certeza

Também vi união, estabilidade, vi felicidade

Vi a paz não durar mais que alguns segundos

Vi alegria na simplicidade, vi a confiança, o amor, a esperança

Vi a vela que vela e a vela que reza

Vi a destruição, presenciei a regeneração

Vi a juventude perdida, implorando solução

Vi a loucura, a insanidade, a ternura da amizade

Vi que sobreviver a um desastre é sofrer a vida inteira

Vi que viver no limite é aprender a ser mais forte

Vi que o medo já habitou no coração de cada um de nós pelo menos uma vez em nossas vidas

Vi que as chances de dar certo ou errado depende somente de como encaramos a situação

Vi que chegar ao ápice das conquistas pode significar chegar ao cume da loucura

Vi que quem tem tudo não dá valor e quem conquista talvez nunca vá aprender a valorizar

Enfim, aprendi que o par perfeito é “o céu e o inferno”, “o bem e o mal”, “o natural e o artificial”, “o ódio e o amor”. Entendo que talvez uma verdade contada na hora errada possa provocar uma guerra sem fim, e uma mentira dita na hora certa possa evitar tanto sofrimento.

Vi isso tudo, e isso não é tudo que vi... sei que poderei ver mais se simplesmente observar... e vi mais do que consegui escrever neste pequeno espaço, e verei muito mais do que consegui ver nesse espaço de tempo. Mas a vida segue....

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Perdendo o controle... novamente...


Novamente a barreira do controle ultrapassada

Com o portal da insegurança despojada

Onde a luz não é a salvação

Em meio a murmúrio e lamentação

Num corredor de preces

Velo meus sonhos e estresses

Tudo tem sua cerimônia

E um ritual pré-insônia

Pensei que deveria me reerguer só por uma vez mais

Mas pela lei da gravidade todo corpo sempre cai

E subi alto

E cai tão rápido

Que não cheguei ao chão

Ultrapassei a física

Andei na contra-mão

Vi que a terra também era ego-centrista

E que de nossa alma a lua era consumista

Meu mundo girou no sentido anti-horário

Tornou-se sem sentido pro mundo retardatário

E minhas mãos tremeram

E minhas pernas tremeram

E minhas vozes gemeram

E os ecos me estremeceram

E eu me vi perdendo o controle... NOVA/MENTE

Me perguntaram...

"O que está fazendo?"

Ao que respondi:

"Alimentando minha mente;
Alimentando minha alma;
Alimentando meu ser;
E, como não costumo ser tão egoísta assim...
Estou compartilhando deste meu pão com algumas pessoas em um certo blog."

sexta-feira, 25 de junho de 2010

E-Terno...

E ela esteve lá o tempo inteiro,

E não precisava de um corpo;

E não precisava de sua carne;

Porque a carne é só uma carcaça em constante fase de putrefação que, com toda sua dependência física nos obriga a fazer parte deste carrossel de inquisições e podridões incansavelmente chamado de “vida”.

E agora ela era pura;

E agora ela era livre.

E as lágrimas a deixam triste.

Porque ela não quer ser culpada por estar num lugar melhor agora,

E nem por ter alcançando um estado que de tão surreal chega a ser místico.

Um mistério para a vida,

Uma saudade em quem fica,

E a certeza de que, acima de qualquer fenômeno inexplicável pela sociedade, acima de qualquer sabedoria, acima de qualquer sol, de qualquer lua, ela estará por perto, sempre presente...

E... talvez não seja o momento de dizer: “descanse em paz”, porque quem descansa não vive em nenhum sentido, apenas dorme. Talvez neste momento o que ela queira e precise escutar seja um: “se perpetue em paz”, pois isso faz mais sentido para quem se foi de corpo, mas que sempre permanecerá de alma!

sábado, 19 de junho de 2010

Brasília, a capital de ilusões...


Observem nossa capital
Com seu famoso congresso irracional.
É realmente uma Brasília de arquitetos;
De traços mais maquiavélicos;
De governantes indiscretos.
E nas cadeiras dos três poderes,
Onde o povo deposita sua esperança,
É indigna a tríplice aliança,
Pois dela provém o tal código de "confiança"
Que impregna em cada representante o vício da ignorância.
É triste ver que de três grandes poderes,
O primeiro é viciado em não ver;
O segundo é viciado em não ouvir;
E o terceiro, por mais que seja viciado em falar,
Só use as palavras para defender seu próprio patamar.

terça-feira, 8 de junho de 2010

E eu não me escondo...




Vejo sangue, muito sangue
Ouço sirenes, entro em transe
Nas paredes, em todo canto
Veja rubro, eu não me espanto
Quando eu chamo você me segue
Não percebe? É o que acontece!

Meu vulto, minha imagem no seu coração
Um estaca cravada pelas minhas mãos
O futuro, o presente, um passado em vão
Meu pulso ainda pulso dentro do caixão
E eu não me escondo!
Sim, não me espanto!

Ouça os gritos, que ironia
Nos meus ouvidos a sinfonia
Vejo as lágrimas a cor da dor
Cheiro de medo, exala horror

Quero luzes apagadas para quando eu chegar
Da janela do seu quarto peço para entrar
Não se assuste se um dia me vir encarnar
Se nossos corpos ocuparem o mesmo lugar
Meu jeito faceiro só para te mostrar que sou
Seu abandono! Seu desengano!
Como uma falha de todo o plano
E eu não me escondo!
Sim, não te espanto!

Ouça os risos, alguém por perto
Dormimos sempre de olhos abertos
Ouça os passos, estão entrando
Sinta a presença, te observando
Você não percebe, não pode ver
O que eles querem de você?

Uma batalha travada entre o bem e o mal
Uma unica corôa, um único pedestal
Escolha um dos lados e trave o punhal
Transforme em virtude este ato banal
Depois me chame!
Meu doce infame!
Sempre me chame!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Illuminati




Um olho para a maldade;
Um olho para a bondade;
Um olho para a verdade;
Um olho para a surrealidade;
Um olho para o mundo;
Um olho para o submundo;
Um olho para a percepção;
Um olho para a imaginação;
Um olho para o que é divino;
Um olho para o que é diabólico;
Um olho para o exterior;
Um olho para o interior;
Um olho aberto;
Um olho fechado;
Um olho!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Estrelas...


"Quando sinto uma terrível necessidade de religião, saio à noite para pintar as estrelas."
(Van Gogh)

Arte Moderna...



Sejamos nós, o povo,
A pintura mais bela,
As nossas etnias
Serão a aquarela
E o nosso corpo,
A tela.

(Ana Sativa)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

As Faces do Mundo


Faces do subúrbio
Faces do submundo
Faces de um crime
Terror não se reprime

Faces da inveja
Faces da tragédia
Faces da guerra civil
Mais um avião caiu

Faces de Deus
Faces dos filhos seus
Contravenção, religião
Caindo em contradição

Faces da mentira
Política e guerrilha
Faces de um caminho
Onde o império vai caindo

Faces da morte
Não te a ver com a sorte
É a ordem natural
Pra tudo voltar ao normal.



segunda-feira, 24 de maio de 2010

Anjo caído...




Ando lutando contra meus próprios demônios. E, nesta luta, vejo duas possibilidades. A primeira é que esta guerra poderá nunca ter fim. A segunda é que talvez um dia eles me convençam. De qualquer forma vejo minhas asas caindo, despencando como as folhas nas chuvas de outono. No fim sei que, no apogeu ou na ruína, sempre serei um anjo caído.

Confesso que tenho um anjo!




Confesso que este anjo é alado,
nem sempre faz tudo errado,
é meio de lua,
gosta da verdade nua e crua,
de andar na rua escura,
de valorizar a cultura pura,
nem sempre pensa como eu,
nem sempre é ateu,
nem sempre tem religião,
seu templo é o seu coração.

Confesso que tenho um anjo que me escuta,
que pede que eu vença, que eu vá a luta,
que nem sempre tem a solução,
mas que me mostra que nesse mundo todo mundo tem salvação!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Aurora Spencer



a menina mulher...
a succubus...
a estranha...
a que sente...
a que vê...
a que busca...
a que se encontra quando se perde...
a que se cura através da dor...
a que não se compreende...
a que tenta entender...
e, principalmente, aquela que nunca será decifrada.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tormentas...




Nada me intriga tanto quanto a mente humana...
Nada me atormenta tanto quanto meus pensamentos...

Anjo Caído...




Assino o mea culpa...
Posso até ser um anjo caído,
Mas ao meu ver não sou eu...
E sim o mundo que está perdido!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Verso e prosa...

Não sei se é prosa,
Não sei se é verso.
Só sei que é meu mundo
No seu universo!

As horas...

Os relógios que usava antes me mostravam a quase infinita quantidade de horas que eu poderia gastar, hoje qualquer relógio que eu venha a colocar no pulso só me servirá para cronometrar as horas que me restam.

Vermelho Bordô




Porque te gosto tanto, vermelho?
Porque só tu consegues secar meu pranto?
Quanto mais rubro, mais me vislumbro,
Mais me transporto para esse submundo.
Vermelho bordô;
Vermelho da flor;
Vermelho no espinho que me furou.
Vermelho nas unhas;
Vermelho da paixão;
Vermelho no seu corpo depois do arranhão.
Vermelho meu que o coração semeia
Por meio da correnteza viva em minha veia.
Vermelho no meu pulso
Que depois de um impulso
deixa jorrar o vermelho no chão
Revelando toda a minha frustração.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lírios Vermelhos da Aranha






O perfume da morte
A beleza escaldante
A certeza do fim
de um passado excitante
O vermelho, o desafio
Minha vida por um fio
Seja meu manto, belo lírio
Espalhe seu perfume durante meu exílio.