She's lost control

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Perdendo o controle... novamente...


Novamente a barreira do controle ultrapassada

Com o portal da insegurança despojada

Onde a luz não é a salvação

Em meio a murmúrio e lamentação

Num corredor de preces

Velo meus sonhos e estresses

Tudo tem sua cerimônia

E um ritual pré-insônia

Pensei que deveria me reerguer só por uma vez mais

Mas pela lei da gravidade todo corpo sempre cai

E subi alto

E cai tão rápido

Que não cheguei ao chão

Ultrapassei a física

Andei na contra-mão

Vi que a terra também era ego-centrista

E que de nossa alma a lua era consumista

Meu mundo girou no sentido anti-horário

Tornou-se sem sentido pro mundo retardatário

E minhas mãos tremeram

E minhas pernas tremeram

E minhas vozes gemeram

E os ecos me estremeceram

E eu me vi perdendo o controle... NOVA/MENTE

Me perguntaram...

"O que está fazendo?"

Ao que respondi:

"Alimentando minha mente;
Alimentando minha alma;
Alimentando meu ser;
E, como não costumo ser tão egoísta assim...
Estou compartilhando deste meu pão com algumas pessoas em um certo blog."
Todo indivíduo já desejou em algum momento da sua vida quebrar alguma regra que um dia lhe fora imposta.

O que é moral afinal???

A moralidade exige um esforço tão grande dos homens que é quase impossível encontrar tal característica na sua forma mais idônea em qualquer ser provido de racionalidade. Isto porque para praticar a moralidade os homens devem deixar de lado muitas experiências, suas vontades, seus desejos, sua capacidade de viver intensamente tudo o que o mundo lhes oferece. Ora, se estamos no mundo para viver porque então desperdiçarmos a vida nos privando de tudo o que pode nos fazer sentir bem e realizados? Sendo assim, não seria a moral um pecado ao invés de uma virtude?

Já dizia Sade: “A moral é a virtude dos fracos!”

Seguindo esta linha de pensamento, creio eu que os “bons costumes” foram criados por pessoas que nunca tiveram a coragem de experimentar e praticar os outros costumes que ainda nem foram definidos como totalmente bons ou totalmente ruins.

Vive-se bem quando vive-se intensamente. Crê mais quem nunca desacredita. Realiza quem sonha alto. Luta mais quem nunca desistiu.

A sociedade não usa da democracia quando questiona nossos atos, então que não usemos da democracia quando se tratar de nosso próprio corpo, de nossa própria vida e de nossas próprias escolhas. O poder uno sobre a sua vida só a ti pertence. Não deixe que uma sociedade baseada em hipocrisias transforme sua vida num inferno emocional. Carnificinas, corrupções, escândalos envolvendo as maiores autoridades de todos os tipos de seitas, religiões, seguimentos, partidos que ainda se acham no direito de dizer o que é ser moral?!?! Injete para fora de sua personalidade toda e qualquer anestesia de recalque, de pudor, de prisão. A doença não está em você, a doença está impregnada na sociedade, então que ela tome seus próprios remédios controlados até aprender a conviver com as diferenças. Aceite-se, defenda-se e nunca deixe de seguir o seu caminho, seja ele qual for!

domingo, 27 de junho de 2010

Utopia da Onipotência!

Traduções equivocadas. Sacrifícios humanos em prol da religião. Grande utopia! A mão que traduz também está matando. Acordem ou ignorem. Querendo ou não eles sempre estarão lá, com toda a sua onipotência, o topo da pirâmide sobrecarregando as mentes ignorantes, desafiando o povo, dizendo a todo momento: "Aceitem-nos ou sofram as conseqüências!"; lembrando-se, contudo, de que toda pirâmide é formada e estruturada por uma base e que, sem essa base não mais existirá o topo. Temendo isso, continuam com este ciclo de teorias desgastadas que só servem para mascarar uma realidade massacrante. Uma verdadeira carnificina em nome da ambição e do poder de uma minoria!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

E-Terno...

E ela esteve lá o tempo inteiro,

E não precisava de um corpo;

E não precisava de sua carne;

Porque a carne é só uma carcaça em constante fase de putrefação que, com toda sua dependência física nos obriga a fazer parte deste carrossel de inquisições e podridões incansavelmente chamado de “vida”.

E agora ela era pura;

E agora ela era livre.

E as lágrimas a deixam triste.

Porque ela não quer ser culpada por estar num lugar melhor agora,

E nem por ter alcançando um estado que de tão surreal chega a ser místico.

Um mistério para a vida,

Uma saudade em quem fica,

E a certeza de que, acima de qualquer fenômeno inexplicável pela sociedade, acima de qualquer sabedoria, acima de qualquer sol, de qualquer lua, ela estará por perto, sempre presente...

E... talvez não seja o momento de dizer: “descanse em paz”, porque quem descansa não vive em nenhum sentido, apenas dorme. Talvez neste momento o que ela queira e precise escutar seja um: “se perpetue em paz”, pois isso faz mais sentido para quem se foi de corpo, mas que sempre permanecerá de alma!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Herança...

Oi sinhô Sao Bento

Essa cobra lhe morde
Oi sinhô Sao Bento
Essa cobra é malvada
Oi sinhô Sao Bento
Essa cobra mordeu
Oi sinhô Sao Bento
E olha o bote da cobra
Oi sinhô Sao Bento
E a malícia da cobra
Oi sinhô Sao Bento
E a mordida da cobra
Oi sinhô Sao Bento
E o veneno da cobra
Oi sinhô Sao Bento
Mas a cobra é danada
Oi sinhô Sao Bento
Mas que cobra valente
Oi sinhô Sao Bento
Mas cuidado com a cobra
Oi sinhô Sao Bento
E a cobra me morde
Oi sinhô Sao Bento


Nhem Nhem Nhem

Eh menino chorou
Nhem Nhem Nhem
Eh menino chorou
Nhem Nhem Nhem
Porque năo mamou
Nhem Nhem Nhem
Sua măe tá na feira
Nhem Nhem Nhem
Ela ainda, năo voltou
Nhem Nhem Nhem
Cala a boca' menino
Nhem Nhem Nhem
Eh menino danado
Nhem Nhem Nhem
Eh menino malvado
Nhem Nhem Nhem
Ô chora menino
Nhem Nhem Nhem
É menino chorao
Nhem Nhem Nhem
É menino danado
Nhem Nhem Nhem
É porque está chorando
Nhem Nhem Nhem
E o leite acabou
Nhem Nhem Nhem
O menino chorou
Nhem Nhem Nhem
Chorou que mama
Nhem Nhem Nhem

sábado, 19 de junho de 2010

Brasília, a capital de ilusões...


Observem nossa capital
Com seu famoso congresso irracional.
É realmente uma Brasília de arquitetos;
De traços mais maquiavélicos;
De governantes indiscretos.
E nas cadeiras dos três poderes,
Onde o povo deposita sua esperança,
É indigna a tríplice aliança,
Pois dela provém o tal código de "confiança"
Que impregna em cada representante o vício da ignorância.
É triste ver que de três grandes poderes,
O primeiro é viciado em não ver;
O segundo é viciado em não ouvir;
E o terceiro, por mais que seja viciado em falar,
Só use as palavras para defender seu próprio patamar.
Não tenho religião, tenho fé! E também não procuro explicar tudo o que sonda o universo com a simples lei da razão, pois mesmo estes seguidores são mistificados demais. Eles próprios se fundem e se confundem. Explicam razão com teorias surreais e tentam abusar da ignorância humana para fundir seitas e costumes que não passam de meios para difundir preceitos ainda não esclarecidos pela sociedade. Por isso afirmo: meu templo é quem sou, e minha fé é no que vejo e compreendo de alguma forma, mesmo que jamais possa explicar.