She's lost control

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Essência




A pessoa escreve ou fala de tudo aquilo que a alma está cheia. É o que nos dá asas. Então considero o blog uma das faces expostas da alma do blogueiro. Sendo assim, cheguei a conclusão de que não estaria sendo totalmente fiel à minha alma se não falasse de tudo o que penso e sinto. Por isso, a partir de hoje, eu apresento à vocês a saga de Aurora Spencer que postarei aos poucos. Descobriremos juntos, desvendaremos juntos, mas não veremos o final. Isto porque tudo o que vêm dela vai além, assim como tudo que a cerca. Acompanhem...

Isso não é o que parece




Vejo as imagens refletidas no espelho do banheiro. Nada consegue ser tão fiel à nós mesmos, nem mesmo nossos sentidos.

Pelo quê você luta? Até aonde vai sua braveza? Neste mundo somos tanto filhos de Deus quanto da mãe natureza. É quando você descobre que só viver não basta; que observar é injusto demais e que suas atitudes podem ser nefastas. Até que ponto posso chegar? Em que ponto isso começa a me incomodar? É triste só observar! É minha alma tentando se libertar! Parece que o espelho vai quebrar deixando meu grito ecoar. Até que ponto posso agüentar?

Muitos sorrisos largos, banais, acidentais. Essas vozes me pedem paz. Horas se cansam de toda essa calmaria. Em pleno século 21 e tudo segue à moda antiga. Devo atingir ou recuar? No que posso acreditar? Se essa bomba estourar não quero estar neste lugar. Se minha própria mente, mente, me engana, me enlouquece. Nem toda reza vira prece e isso não é o que parece. Veja bem, as coisas parecem continuar no seu devido lugar, mas o mundo gira e aí é que tá, se o mundo não fica no seu devido lugar o que mais pode ficar? Sua mente também mente, é isso que eu quero te mostrar! Esse é o percurso natural do mundo. O ser humano pensa que pensa, tem certeza que sabe de tudo! Mas se a vida muda a órbita qualquer um fica inseguro.

Não é pra ser uma rima, mas nem toda regra segue a risca. Assim como eu tentando seguir em frente, tentando acreditar que é tudo coisa da minha mente, do meu cérebro sequelado como um dia ouvi dizer, tenho que me libertar do que tenta me prender.

Não sei se faço sentindo ou como o mundo hoje me vê. Viver pra quê? Morrer pra quê? E no meio eu fiz o quê? Será que eu desempenhei o meu papel ou só deixei mato crescer? Hoje eu só queria renascer, reinar, reviver, sentir a paz e calar todas essas vozes que querem me enlouquecer.

Sempre em movimento




Eu me sinto cheia de coisas
E estes sentimentos estão me matando por dentro
São coisas sem nexo, não vejo meu reflexo
Olhe, a lua está cheia... mas de quê?

As pessoas falam coisas;
parecem ser coisas sem sentido
e eu fico me perguntando
o que elas estão querendo dizer?

Eu vou fundo, sinto presenças
eles estão por toda parte
mesmo não podendo ver sei que eles vão permanecer
enquanto quiserem

Vejo a rua escura, árvores à minha volta, alguém se esconde
no horizonte essa pista que me leva não sei pra onde...

As placas me mandam parar, mas eu estou correndo
não posso me deter
em movimento, sempre em movimento

Sinto o vento espalhando meus cabelos molhados
estão caídos no meu rosto e eles chegam a me cortar
Uma luz vermelha, meu sangue nos olhos ou um sinal de alerta?
Porque ainda me sinto tão bem mesmo estando tão mal?!

E eu não quero ser essa pessoa que se conforma,
mas sei que verei tudo se repetindo,
é, o mundo dá voltas,
mas nessas tantas voltas que ele dá
ele um dia ou outro acaba parando no mesmo lugar.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tormentas...




Nada me intriga tanto quanto a mente humana...
Nada me atormenta tanto quanto meus pensamentos...

Anjo Caído...




Assino o mea culpa...
Posso até ser um anjo caído,
Mas ao meu ver não sou eu...
E sim o mundo que está perdido!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Sobre ser conformista...

O pensamento conformista é pior do que uma prisão. Na prisão temos grades à nossa volta, que nos servem de empecilho à nossa coragem. Já no pensamento conformista temos como nosso pior inimigo nós mesmos e as únicas grades que nos cercam são as nossas fraquezas, e não existe coisa pior no mundo do que o sentimento de fraqueza e inferioridade.

Incômodo remédio da alma




Hoje minha alma chorou, senti a dor no meu peito e vejo tudo se repetir novamente. E eu preciso da cura, busco uma solução rápida, meu próprio coração me pede isso. Tenho algo em mãos e talvez isto seja minha única alternativa. E eu começo. A cada linha traçada vejo as gotas de sangue brotarem tímidas, depois as vejo percorrerem meus braços. O contraste do rubro com o branco é intenso, significante. De repente percebo toda a dor que eu sentia no peito se transferir para esta linha. Sinto arder. Vejo o refluxo que responde a cada nova tentativa. Cada gota um sentimento vazio que deixo vazar e jogo para fora do meu corpo. E eu sei que não poderei usar sempre este remédio que me liberta desses sentimentos ruins, mas por hora prefiro mergulhar na imensidão deste mar vermelho que não me sufoca mais. A dor se transforma e eu me reconforto. As lágrimas cessam. Sim, estou pronta para encarar novamente o mundo lá fora. Que estranha forma de prazer... que estranho sentimento de liberdade... amor... estranha dor...

Verso e prosa...

Não sei se é prosa,
Não sei se é verso.
Só sei que é meu mundo
No seu universo!

As horas...

Os relógios que usava antes me mostravam a quase infinita quantidade de horas que eu poderia gastar, hoje qualquer relógio que eu venha a colocar no pulso só me servirá para cronometrar as horas que me restam.

Vermelho Bordô




Porque te gosto tanto, vermelho?
Porque só tu consegues secar meu pranto?
Quanto mais rubro, mais me vislumbro,
Mais me transporto para esse submundo.
Vermelho bordô;
Vermelho da flor;
Vermelho no espinho que me furou.
Vermelho nas unhas;
Vermelho da paixão;
Vermelho no seu corpo depois do arranhão.
Vermelho meu que o coração semeia
Por meio da correnteza viva em minha veia.
Vermelho no meu pulso
Que depois de um impulso
deixa jorrar o vermelho no chão
Revelando toda a minha frustração.