
Não me poupe dos teus pecados
Que eu não te poupo dos meus desvios
Porque foi assim que fizemos nossos caminhos
Que, de tão tortos, se cruzaram destemidos.
E foi assim também, minha Estrela tão perdida
Que eu, Anjo Caído que sou, te fiz minha guia
Observar os caminhos que sigo e as minhas variadas e constantes crises interiores me fez enxergar a vida como um lírio, não um lírio qualquer, mas como um lírio da noite. O lírio do submundo, aquele lírio que insiste em florescer em meio ao caos e que, como reza a lenda, te conduz a lugares sinistros e te mostra o caminho das trevas. Aqui serei o lírio, as trevas serão meu interior e meus pensamentos o caminho. Sejam bem vindos!
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Tudo o que estamos fazendo aqui, todas as nossas letras são formas de conscientização! São formas de tentar fazer o que vocês (burgueses arrombados) e o estado (falido em todos os sentidos) deveriam estar fazendo. Estamos tirando nossas crianças das ruas, estamos transformando toda uma nação, estamos lutando por melhorias (e não fazemos isso para colocar a cara na televisão e pedir votos depois de todo o DEVER cumprido). Enquanto você perde seu tempo criando comunidades sem vazão nós ganhamos o nosso tempo falando de coisas que realmente interessam aumentando assim o espaço que vocês nos roubaram e que é nosso por direito! Outra coisa, nossos palavreados, nossas gírias, nossas formas de expressão não serão mudadas só porque vocês não estão entendendo ou porque acharam feias, tudo isso faz parte do nosso vírus contra vocês, contra sua impunidade. Tudo isso só faz de nós um movimento uno, somos a reação em cadeia contra toda sua injustiça nutrida há séculos. Somos a verdadeira bomba nuclear! E adivinha... vocês são mesmo o alvo, mas não nos sujaremos com seu sangue. Fazemos e continuaremos fazendo o que vocês não imaginariam que fôssemos capazes de fazer um dia: abrindo os olhos da humanidade e fazendo com que vocês paguem seus erros com suas próprias armas e com as suas próprias mãos porque nunca fizemos questão de sujar as nossas. E até aonde vamos? Até o inferno, se for necessário!
"Chora playboy com o sangue da periferia!!!"
Anos após uma das piores tragédias do mundo ter “chegado ao fim”, continuamos a conviver e aceitar que a divisão de culturas por grupos racistas atormentem e impeçam o desenvolvimento do que realmente poderíamos chamar de convívio social. Estamos vivenciando, nos dias atuais, a forma mais grotesca e descarada de um sistema rude que difunde nos meios intelectuais um verdadeiro apartheid racional e cultural, agindo como tapa olhos numa sociedade que infelizmente está acostumada a engolir todo e qualquer tipo de informação proliferada pelos meios de comunicação, que utilizam seu poder de divulgação para manipular e atrofiar as cabecinhas ingênuas fazendo-as acreditar em todos os seus sensacionalismos baratos. Vivemos no meio de um holocausto urbano e, até agora, só quem sofre as conseqüências dessa guerra mascarada é o cidadão comum que só tem parte nesta história quando se trata das tragédias involuntárias sofridas por seus descendentes e por ele próprio. Tudo isso em nome de quê? Tantos fatos maquiados, tantas políticas inválidas, tantos atos maquiavélicos, tantas mortes ainda em prol de uma tal religião da qual só os integrantes principais podem regozijar no final. Uma verdadeira guerra em nome do Pai Poder, da Mãe Ganância e de um Espírito de Porco! Fácil é perceber que existe uma tragédia em constante evolução, fácil é ver o povo (que não pertence ao famoso topo) levar a culpa por tudo isso, mas quase ninguém é capaz de enxergar e condenar os verdadeiros culpados, pois, ajudados pela manipulação da mídia, que consegue maquiar a verdade e sabotar a capacidade de raciocínio e questionamento de tantas pessoas, acabam se transformando de verdadeiros lobos para adoráveis cordeirinhos saltitantes de seus mundinhos encantados. Vestidos nos seus ternos e acobertados por gestos simplórios e aparentemente agraciáveis, continuam assassinando milhões usando apenas o poder de uma caneta. Devemos, enfim, nos perguntar: Para onde estamos desviando nossos esforços (nós que representamos uma cultura anti-sistema) quando deveríamos estar, certos do poder de difusão e divulgação que temos, alertando todo o povo contra estes atos sanguinários e impetuosos destes verdadeiros bandidos imprudentes e imorais? Onde estamos depositando todas as nossas forças se ainda não estamos conseguindo chegar a um sentido único que deveria ser o de acabar com todos estes movimentos partidários e empresariais que só servem para assolar e calar tantas vozes desesperadas, tantos gritos sofridos? Que este seja sempre o nosso objetivo: cortar as raízes de toda essa legião de usurpadores, trazendo assim um novo alvorecer para estes povos acuados e oprimidos por todo este sistema ultrapassado. Um basta ao holocausto urbano!

Vi que quem morre pede pra viver, quem vive pede pra morrer
Vi que alguns que vivem mereciam ter morrido e quem morreu merecia ter vivido
Vi que perguntas nem sempre tem respostas, e que verdades nem sempre são absolutas
Vi o céu sem estrelas, nuvens chorando ácido
Vi a criança sem esperança, a tal da maldita matança
Vi felicidade atrás do choro, e alegria escondendo o pranto
Vi que diamantes não são eternos, que beijos nem sempre são singelos
Vi anjos com asas quebradas, inocentes empunhando armas
Vi a morte de perto, desafeto com peito aberto
Vi que pra ter pesadelos nem sempre precisamos estar dormindo
Vi que as flores que envolvem nossos corpos talvez sejam o caminho do paraíso
Vi irmãos chorando sangue, vi a fome matando
Vi pessoas se vendendo, crianças desaparecendo
Vi religiões sendo criadas, pessoas sendo idolatradas
Vi caixão sendo lacrado, ladrão sendo derrubado
Vi a fraqueza, a destreza, a tristeza, a certeza
Também vi união, estabilidade, vi felicidade
Vi a paz não durar mais que alguns segundos
Vi alegria na simplicidade, vi a confiança, o amor, a esperança
Vi a vela que vela e a vela que reza
Vi a destruição, presenciei a regeneração
Vi a juventude perdida, implorando solução
Vi a loucura, a insanidade, a ternura da amizade
Vi que sobreviver a um desastre é sofrer a vida inteira
Vi que viver no limite é aprender a ser mais forte
Vi que o medo já habitou no coração de cada um de nós pelo menos uma vez em nossas vidas
Vi que as chances de dar certo ou errado depende somente de como encaramos a situação
Vi que chegar ao ápice das conquistas pode significar chegar ao cume da loucura
Vi que quem tem tudo não dá valor e quem conquista talvez nunca vá aprender a valorizar
Enfim, aprendi que o par perfeito é “o céu e o inferno”, “o bem e o mal”, “o natural e o artificial”, “o ódio e o amor”. Entendo que talvez uma verdade contada na hora errada possa provocar uma guerra sem fim, e uma mentira dita na hora certa possa evitar tanto sofrimento.
Vi isso tudo, e isso não é tudo que vi... sei que poderei ver mais se simplesmente observar... e vi mais do que consegui escrever neste pequeno espaço, e verei muito mais do que consegui ver nesse espaço de tempo. Mas a vida segue....

Novamente a barreira do controle ultrapassada
Com o portal da insegurança despojada
Onde a luz não é a salvação
Em meio a murmúrio e lamentação
Num corredor de preces
Velo meus sonhos e estresses
Tudo tem sua cerimônia
E um ritual pré-insônia
Pensei que deveria me reerguer só por uma vez mais
Mas pela lei da gravidade todo corpo sempre cai
E subi alto
E cai tão rápido
Que não cheguei ao chão
Ultrapassei a física
Andei na contra-mão
Vi que a terra também era ego-centrista
E que de nossa alma a lua era consumista
Meu mundo girou no sentido anti-horário
Tornou-se sem sentido pro mundo retardatário
E minhas mãos tremeram
E minhas pernas tremeram
E minhas vozes gemeram
E os ecos me estremeceram
E eu me vi perdendo o controle... NOVA/MENTE

A moralidade exige um esforço tão grande dos homens que é quase impossível encontrar tal característica na sua forma mais idônea em qualquer ser provido de racionalidade. Isto porque para praticar a moralidade os homens devem deixar de lado muitas experiências, suas vontades, seus desejos, sua capacidade de viver intensamente tudo o que o mundo lhes oferece. Ora, se estamos no mundo para viver porque então desperdiçarmos a vida nos privando de tudo o que pode nos fazer sentir bem e realizados? Sendo assim, não seria a moral um pecado ao invés de uma virtude?
Já dizia Sade: “A moral é a virtude dos fracos!”
Seguindo esta linha de pensamento, creio eu que os “bons costumes” foram criados por pessoas que nunca tiveram a coragem de experimentar e praticar os outros costumes que ainda nem foram definidos como totalmente bons ou totalmente ruins.
Vive-se bem quando vive-se intensamente. Crê mais quem nunca desacredita. Realiza quem sonha alto. Luta mais quem nunca desistiu.
A sociedade não usa da democracia quando questiona nossos atos, então que não usemos da democracia quando se tratar de nosso próprio corpo, de nossa própria vida e de nossas próprias escolhas. O poder uno sobre a sua vida só a ti pertence. Não deixe que uma sociedade baseada em hipocrisias transforme sua vida num inferno emocional. Carnificinas, corrupções, escândalos envolvendo as maiores autoridades de todos os tipos de seitas, religiões, seguimentos, partidos que ainda se acham no direito de dizer o que é ser moral?!?! Injete para fora de sua personalidade toda e qualquer anestesia de recalque, de pudor, de prisão. A doença não está em você, a doença está impregnada na sociedade, então que ela tome seus próprios remédios controlados até aprender a conviver com as diferenças. Aceite-se, defenda-se e nunca deixe de seguir o seu caminho, seja ele qual for!